Tratamentos · Espondilolistese

Espondilolistese: quando a vértebra escorrega

Na espondilolistese, uma vértebra se desloca para frente em relação à vértebra de baixo. A condição pode não causar sintomas ou provocar dor lombar e dor nas pernas, e o tratamento depende do grau e da estabilidade da coluna.

O que é espondilolistese

É o deslizamento de uma vértebra sobre a outra, mais comum entre a quarta e a quinta vértebra lombar ou entre a quinta lombar e o sacro. O grau de escorregamento é classificado de I a IV conforme a porcentagem de deslocamento.

Tipos e causas

  • Ístmica: causada por uma fratura por estresse (espondilólise), frequente em jovens e atletas
  • Degenerativa: ligada ao desgaste dos discos e das facetas, mais comum após os 50 anos
  • Displásica, traumática e outras formas menos frequentes

Sintomas

Dor lombar que piora com esforço ou ao ficar muito tempo em pé, dor nas pernas, cansaço ao caminhar que melhora ao sentar e, às vezes, formigamento. Muitas pessoas com grau leve não têm sintomas.

Diagnóstico

A radiografia, incluindo incidências dinâmicas em flexão e extensão, mostra o escorregamento e possível instabilidade. A ressonância avalia a compressão dos nervos, e a tomografia ajuda a ver a fratura do istmo.

Tratamento

O tratamento inicial é conservador: medicação, fisioterapia com foco em estabilização do tronco, controle do peso e adaptação das atividades. Quando há dor persistente, instabilidade, progressão do escorregamento ou compressão nervosa com déficit, pode ser indicada a artrodese lombar, que estabiliza o segmento e descomprime os nervos.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são definidos individualmente após avaliação. Responsável técnico: Dr. Delson Pessin, CRM/SC 14327 · RQE 9821.

Perguntas frequentes sobre espondilolistese

Espondilolistese sempre precisa de cirurgia?

Não. Muitos pacientes melhoram com fisioterapia e ajustes de atividade. A cirurgia é considerada quando há instabilidade, dor persistente ou compressão de nervos que não responde ao tratamento.

Quem tem espondilolistese pode fazer exercício?

Sim, com orientação. Exercícios de estabilização do tronco fazem parte do tratamento. Algumas atividades com hiperextensão repetida da coluna podem precisar de adaptação.

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